quarta-feira, 15 de junho de 2016

28 ou Como sobrevivi aos 27

Queria dizer que nunca pensei em me matar. Mas é mentira. Eu já tive dias sombrios em que pensava que a única solução era pular da janela com meu filho no colo. Mas não foi aos 27. Foi aos 26.
Um dia uma amiga que eu só encontrava duas vezes por ano me disse "Carol, eu não sei se você está assim ou se é coincidência de quando eu te vejo você estar mal". E então eu me dei conta de que ia trabalhar chorando a maior parte dos dias.
Voltei pra análise.  E minha casa pegou fogo. Tive  crise de ansiedade. Taquicardia.  Falta de ar.
Não sei mais dizer o que faltava.  Mas acho que era a minha falta de controle. Eu sou controladora. Eu sou obcecada.  Eu preciso de planos.  Preciso saber o que vou fazer, como e quando.  E eu não tinha nada disso.
Ao mesmo tempo em que estava feliz, fazendo teatro e com todas as coisas bonitas de ser mae, meu trabalho não me satisfazia, nem profissionalmente,  nem financeiramente.
Me sentia quase bipolar. E meu corpo sentia. Diagnóstico de fibromialgia. Antidepressivo. Calma.
As dores melhoraram. Minha cabeça melhorou e eu consegui enxergar a luz no fim do túnel.  E voltei a fazer planos. Mas sempre tinha uma parte de mim revoltada.
Quando eu cheguei aos 26 solteira eu cansei. Eu tinha planos pra mim de ter outro filho com a mesma diferença de idade entre eu e meu irmão e não havia a menor possibilidade.  O calendário fechou.  E eu me fechei. "Tarde demais pra mim. Se não foi até agora, não sera mais."

Eu sempre fui ótima pra dar explicações.  Eu não minto.  Mas tenho justificativa pra cada ato. Acho que tem a ver com a questão artística da coisa,  entrelinhas do texto, ação e reação,  escolhas e motivações.  Me explico muito. Não quero ser mal interpretada. Eu tenho medo de julgamentos. E eu tenho necessidade de ser compreendida. Carente. E eu mesma sempre me julguei por ser carente demais.

Então no processo da reforma da minha casa, me deu um estalo. Um entendimento. Uma mudança de pensamento ou a simples aceitação da minha vontade.

Sempre foi só eu e o meu filho e eu adorava isso. Tinha planos pra vida inteira de passeios e coisas que poderíamos fazer juntos.  Mas cada vez que estava em casa com meu irmão e o matheus eu sentia falta de alguém. Alguém pra rir, pra acompanhar o crescimento do Matheus, alguém pra cuidar de mim e dele ao invés de só eu cuidar de tudo sempre.

Mas eu sou quase bipolar (gente de signo dirá que é porque sou de gemeos), e as vezes eu queria muito e as vezes não queria nada com nada. Pra que mexer no que tá bom? Não tenho tempo pra essas coisas. E eu me cobrava por ter minhas desculpas na ponta da língua.

Quando cheguei nos 27 eu estava melhor. Sem remédios.  Sem dores. Sem obsessões por relacionamentos que não dão em nada e nem por casar. Estava me amando pela 1a vez. Mas ainda nao estava pronta.

Eu sabia que não ia morrer aos 27. Eu não queria. Eu não precisava. Eu estava 5 kg mais gorda devido a viagem mais legal da minha vida. Aprendi um novo idioma. Me endividei até a alma. E vi coisas lindas e comi muita coisa boa.

Bati o carro 2 vezes em 6 meses. Fui no Silvio Santos.  Fui no rock in rio. E nesse meio tempo tinha alguém ali. Alguém que me mandava bom dia e me fazia sorrir. Eu não estava pronta. Eu sabia que não ia ter volta. Eu gostava das bandas que ele me mostrava. Eu gostava do que sabia sobre ele. E eu fiquei com medo de ele sumir quando descobriu que eu tinha um filho.

Um dia ficou claro que eu não podia mais fugir. "Vamos nos encontrar pra falar sobre o MC catra no rock in rio?" Cervejas a meia noite na praça. Conversas e risadas até o amanhecer. Ele não me beijou. Ele não tentou nada. E essa foi a melhor parte.
Ele me beijou de volta quando eu aproximei meis lábios dos dele no silêncio do olhar.
E a 1a coisa que contei pra um amigo no dia seguinte quando cheguei no trabalho foi "eu conheci um cara ontem, e eu estou apaixonada." "Sai desse corpo, como assim?" Mas foi simples assim.

Aquela semana foi digna de roteiro de filme de comédia romântica, com direito a encontro por acaso enquanto a música que ele me apresentou tinha acabado de começar a tocar no aleatório. Coincidência ou destino? Eu sou fatalista, pra mim foi coincidência, das boas. Mas pra ele era destino.  Gostei.

Foi rápido.  Tudo rápido.  Mas meu medo ainda estava lá. De várias formas.
De me decepcionar. De acreditar no que ele me falava e nas declarações em forma de música que a gente se fazia.
E de mim.  De tudo ser verdade e eu não saber lidar com aquilo. Recuei. Ele não.  Fiquei. Estou.

Mas além da bipolaridade e da obsessão por controle,  eu sou pessimista. E tudo estava bom demais pra ser verdade. Mas a verdade é que eu não estava acostumada com a felicidade. Em ter alguém pra cuidar de mim. Em ter alguém que se importa bcomigo. Que me trata bem.

A depressão do meu irmão foi o gatilho pra crises de ansiedade voltarem.  Pânico.  Eu tive medo do medo. Medo de desmaiar. Medo de atravessar o aeroporto sozinha. Eu chorava no banheiro e voltava pro trabalho.
E sem seu abraço no fim do dia, eu não sei o que seria de mim.

Você fez a minha vida mais completa. Fez de mim uma pessoa mais feliz. Me fez querer mudar de planos. E eu não tenho mais medo.

28. Sobrevivi. E vivi. E amei. Amém.


segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

a 1a década

10 anos depois ainda sinto sua falta
10 anos depois ainda penso se a gente ainda seria o que erámos
10 anos depois ainda tento entender o que era quando te conheci
10 anos depois ainda penso em como as coisas eram
10 anos depois ainda penso nas consequências de ter te perdido
10 anos depois ainda culpo o morto que te matou
10 anos depois, mesmo com a vida ter seguido adiante, e tudo parecer fazer sentido, tudo parecer se encaixar, ainda me culpo por não termos tirado nenhuma foto juntas.
10 anos depois, eu continuo vendo a reação dos outros sobre meus atos e palavras, e acho a reação exagerada, mas é que eu me expresso demais, dramatizo demais, me magoo demais, tento me explicar demais, sou compreensiva demais.

ainda tenho o que você me escreveu quando eu briguei com você porque você não ia na minha chácara porque você tinha que ir na casa da sua tia, e daí você ficou explicando que eu tinha que entender, e eu pensei que eu não tinha brigado tanto, que eu tinha mostrado que tinha ficado chateada mas que entendia, mas acho que mostro minha mágoa mais do que a minha compreensão.
mas achei tão bonito o fato de você explicar como você se sentia. que você tinha ficado chateada. acho que não faço isso. na maioria das vezes porque passa rápido mesmo, não me ofendo ou coisa do tipo, mas também porque não quero estragar tudo trazendo assuntos passados. mesmo que o passado seja 5 minutos ou 2 dias atrás. mas acho que foi o jeito que fui criada, tenho medo de brigarem comigo, acho que sou assustada.

e agora eu só mostro compreensão e fico chateada e não demonstro pra não magoar ninguem.
e aí eu fico triste porque eu pareço legal, mas queria demosntrar minha raiva, mas nao sei medir a expressao dos meus sentimentos.

e todo mundo me acha forte e bem resolvida, quando eu sou sensivel e quebrada por dentro, e resssentida e magoada, e choro a toa. e acho que nunca aprendi a viver sem voce. ou talvez eu tenha sido sempre assim, mas voce entendia, e eu nao sabia.

acho que nunca soube quem eu era, e sempre tem aquele momento de reflexao dos anos anteriores, quando eu percebo o quanto eu me achava madura e percebo o quantosou melhor agora. e agora nao percebo mais nada.

eu sei o quanto sempre briguei com o mundo, e isso só me fez parecer revoltada pq eu sou mau-humorada ou irritada. mas eu sou uma criança que quer chamar atençao. eu quero ser percebida e que me deitem no colo e me deem carinho.

e eu lembro do seu abraço. voce abriu os braços pra mim e me deixou chorar.
e que a gente se falava escondida, mas eu nao tive coragem de mentir pra minha mae e ir no seu aniversario de 15 anos. e voce sempre teve coragem.

quand meu vo morreu e voce veio aqui me ver, e minha mae nao sabia que a gente se falava.


e eu escuto minhas palavras enquanto escrevo e me questiono da minha fragilidade ou força.
da superação ou remorço. da maturidade ou da frescura.

mas você partir mudou tudo. porque eu sempre fui sozinha, e fazia voce de apoio. e me apoiei nele depois. e me soltei. e tenho um filho. e você disse pra eu ir em frente. e hoje eu sei que era pra vida, e não pra ele.

eu tenho minhas amigas, cada uma delas tem um pedaço de você.

e eu sei, que a dor que eu sinto não é maior que a da sua mãe, do seu irmão, mas é minha.
e também sei que tudo isso não tem 100% a ver com a sua ausência, mas sim de mim, e do antes e depois de você. antes de eu te conhecer e depois de você morrer.

e eu sinto muito nao ter ligado pra me despedir. sinto nao ter estado aqui pra me despedir. sinto voce ter tido que ir. sinto nao ter falado antes. sinto ter brigado tanto com voce depois que voce foi. nao foi culpa sua. e o culpado esta morto. e está tudo bem. a vida tem que seguir.

mas as vezes eu fico tao fraca que acho que queria voce. e nao queria te perturbar.
voce sempre soube mais da vida do que eu. voce sempre foi mais cool. voce sempre foi o que eu queria ser. e a presença que a minha mae nao queria na minha vida. e entao voce nao esteve mais.

e eu ainda me culpo por tudo o que pensei. pela raiva que fiquei.

e a culpa nao é sua. a culpa nao é dela. a culpa é minha de ser assim e me preocupar e me culpar por tudo. e entao eu percebi que meu pai tbm é assim.

e tento lembrar do q falava pra vc deles pra lembrar como as coisas eram. e as vezes me vem coisas que nunca tinha lembrado, e tudo se completa e eu fico com mais raiva.

e eu só quero pegar meu filho e ir embora daqui. pq as coisas fazem sentido. e depois eu acho que nao e acho de novo que eu dramatizei demais tudo. que eu falei demais, sofri demais. xinguei demais e me desgastei demais. mas dai alguma coisa dá errado e eu vejo que as coisas sao assim mesmo, nao sou eu que exagero. e dai eu falo de novo, sofro de novo, xingo de novo, e me desgasto de novo.

e acho que todo mundo ja cansou de mim. menos voce, que nao esta aqui. e eu sinto muito. sinto sua falta. muita, may. feliz aniversário.

eu lembro que queria fazer tudo o que eu sabia que voce queria fazer, como se eu precisasse completar sua vida. e entao eu percebi que voce tinha feito tudo o que voce tinha que fazer antes de partir, e que eu tinha que viver a minha vida pq eu ainda estava viva. e me sentia culpada de nao me sentir culpada, e só ficava triste de voce nao estar. mas triste a ponto de achar absurdo estar sol e as crianças brincarem na rua, pq era errado o dia ser feliz se voce nao estava aqui.

e eu sei que a minha dor nao é maior que a da sua mae.

e eu sei que meus problemas pessoais se misturam a sua existencia e ao fim dela. parece que nada mudou. 10 anos depois. e sempre parecia que as coisas melhoravam, que estavam melhorando. mas dai sempre acontece alguma coisa e parece que nao.

e eu desabafo. e tento nao ligar. mas eu explodo tao facil. nao tao forte.

e eu nao quero ser chata. nao quero me isolar por achar tudo chato.

to com raiva de psicologia tambem. o que eu sou, como me vejo, como as pessoas me vem. mas acho que é porque nao quero questionar o que nao me interessa. estou mimada, irritada. e entao acho que estou virando ela, agindo como ela. e dai fico com mais raiva.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O não escrever

Já faz tempo que não escrevo, e meu eu-lírico se pergunta o porque. Falta de inspiração  de tempo, de coragem, de vontade? Sei la. Acho que o tempo me roubou a inspiração  matando a vontade e me deixando sem coragem. Mas ainda existem momentos, aquela filosofia de chuveiro, de caminhadas e momentos "minha vida é um musical", quando o momento tem trilha sonora e o mundo deveria parar e cantar junto comigo, me pegar no colo e me rodar, enquanto balões coloridos caem do céu. Mas uma grande parte desses momentos se perdem na correria do dia-a-dia, na raiva de o texto escrito não ficar tao bom quanto a espontaneidade dos pensamentos ou na simples timidez de me expor. E então a inspiração entra em coma outra vez, e fica abandonada dentro de mim, que se deixa abater pela falta de coragem, de tempo e de vontade. 
Resolução para o novo ano: deixar a inspiração mandar em mim. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Sobre videntes e o presente.


Eu me pergunto se eu tivesse ido numa cigana antes de engravidar, se ela ia me falar pra eu tomar cuidado...se as coisas iam acontecer assim...

Por isso que eu não vou mais no centro, porque eu não acredito em certas explicações, sei lá.

Porque se me falassem que ia ser dele assim, eu acho que eu não ia deixar ele se aproximar, eu ia ficar cabreira.

Vai ver que é por isso q eu nunca tive coragem de ir, porque eu não queria saber como as coisas iam ser, eu sempre quis acreditar que tudo ia melhorar, que eu ia conseguir dar certo.

E eu fico tão triste em pensar o quanto eu queria fazer as coisas darem certo, o quanto eu acreditava em tudo. E ao mesmo tempo nada me toca, tudo ficou tão distante.

E eu choro quando falo do quanto eu sofri, mas é como quando você vê o mesmo filme 1000 vezes e chora nas mesmas cenas, mesmo sabendo o final, mesmo sabendo o destino daqueles personagens desde o começo. Mas dói rever a historia.

Às vezes eu rio de mim, e tenho medo que as pessoas achem que eu sou frustrada, porque eu não sou. Já passou. Eu fiquei muito frustrada durante a gravidez, fiquei puta da vida pra caralho, nunca fiquei tão brava na minha vida, por isso o Matheus se joga no chão, eu acho...kkkkkkkkk

Ontem tava rolando uma conversa de relacionamento e eu falei, "ah, eu sofri tanto que quando eu fui abandonada grávida eu não chorei, e ri... porque é fato.

E daí me falam que acham muito foda eu ter batido a mão no peito e ter dito vou criar o menino, to gravida mesmo.

Mas eu não tinha escolha...sério, que que eu ia fazer?

Eu não sei que outro jeito eu podia fazer depois de tudo o que eu já tinha passado, de dirigir sem rumo pra ver se encontrava ele em alguma esquina só pra olhar pra ele, depois de ir atrás dele e enfiar a mão na cara dele e ele me dizer que não ia resolver nada. (era uma coisa "vou te bater até você gostar de mim), de eu virar a namorada perfeita e ainda assim ele sair escondido e fazer sei lá o quê por aí.

Depois de tudo isso, o quê eu ia fazer com um filho na barriga?
O quê que eu ia fazer com um filho dele nos braços?

E então me dizem: você poderia não amar o filho dele. Simples assim. Mas você amou desde o começo. E isso é foda.

Eu amo porque é meu filho, é meu e só meu, antes de tudo. O Matheus me libertou da minha obsessão por tudo.

Porque eu tenho que cuidar dele e não tenho tempo de ir atrás do pai dele pra barracar... rs
Mas principalmente porque se o meu filho não despertou amor nele, o amor que eu não despertei, não é culpa minha.
Ele não tem amor. E eu não quero um cara que não ama nada nem ninguém cuidando do meu filho.
Eu quero as coisas assim, do jeito que são
Porque é assim que eu sabia que seriam, por tudo o que foi.

E por mais que eu chore, eu gosto de falar sobre isso. Porque cada vez que eu falo e choro, parece que me limpa de mim.
Porque eu choro sem soluçar, e choro sem sofrer. Eu choro sorrindo.

Porque meu negocio é chorar, minha mãe briga comigo, "Porque você tá chorando, a gente tá conversando..." Mas o efeito catársico é forte. Muito emoção a flor da pele. Ou muita imaginação.

Sabe quando você tá terminando de chorar, que você não tá sentindo mais nada, só seu corpo esta chorando automaticamente?
É assim que eu sinto. Meu corpo respondendo aos estímulos da lembrança. E a vida seguindo seu caminho. Linda. Leve. Liberta.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Aniversário

Ontem eu saí do trabalho estressada, e entrei correndo no carro falando o que eu falo todo dia: ''quero minha casa, quero meu filho, quero minha mãe, quero comer"

Meu abrigo, o sorriso que faz tudo o que é chato perder o sentido, que dá sentido a minha vida. Ontem percebi que o Matheus não existe por causa de tudo o que aconteceu, mas sim porque ele deveria existir. Pra me colocar no lugar, pra me levar pra outros lugares, pra me brotar outros sentimentos, pra eu ser uma pessoa melhor.

Há 17 dias ele completou 2 anos, e antes de eu ser mãe, aniversário pra mim era festa, presente, motivo pra eu comprar feito louca porque eu mereço e trabalho, sair loucamente pq todo o mês é motivo pra comemorar.

Mas quando o meu filho fez seu 1o aniversário eu percebi o real sentido  da vida: celebrá-la. E isso não tem nada a ver com dinheiro ou rock'n'roll com cerveja. São as coisas simples de cada dia.
Cada passo, cada amanhecer, cada dente-de-leão voando, cada luz que se acende ao pôr-do-sol, o céu rosa-laranja-roxo do pôr-do-sol, as mudanças da forma da lua, os abraços dos amigos, a rotina que te faz ficar leve porque você sabe o que vai enfrentar, a quebra da rotina pra se divertir.

Não compro mais feito louca, porque a vida me dá presentes todo dia, e eu trabalho muito, mas tenho planos demais pra esbanjar o que nao tenho  (e tambem tenho dívidas o suficiente...rs).

Mas ainda saio loucamente, muito de vez em quando, mas intensamente. Pra ver meus amigos, quebrar a rotina, e ver o nascer do sol.

Hoje acordei com meu filho me chamando, e a voz dele dizendo  "mãe" é linda. E pegá-lo no colo e ele se agarrar em mim que nem uma aranha é o abraço mais gostoso do mundo. E fantasiá-lo e maquiá-lo de caipira para a sua primeira festa junina logo no meu aniversário não tem preço.

E quando minha mãe me abraçou e disse "parece que foi ontem" eu entendi. E é assim. A gente só entende quando é mãe. Porque mãe sempre ama mais que o filho. Mas o importante é celebrar a vida. Vivendo.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Mãe. Eu sou.

Ele me abraça. me beija.
Ele me chama, me chora, me ri. Me espera.

Eu o amo, o crio, o educo.
Brigo, alimento, banho.

Ele anda, fala, sobe, desce, cai.

Eu seguro, pego, afago, balanço, brinco.

Ele cresce. Eu aprendo.

Ele ensina. Eu cresço.

Eu, mãe. Ele, filho.

Ele, vida. Eu, fato.

Teatro.

Frases soltas salvas no celular pós Luis-Antonio Gabriela:

"Teatro é uma festa delicada. Paixão. Movimentos friamente calculados para mostrar o ardor de uma vida."

"(Me) Existo na possibilidade. Como se fazer possível?"

"Delicadeza. Sutileza. Sem censura. Leve. Pesado. Perdão. entrelinhas. Didático. Catársico."