Ontem eu saí do trabalho estressada, e entrei correndo no carro falando o que eu falo todo dia: ''quero minha casa, quero meu filho, quero minha mãe, quero comer"
Meu abrigo, o sorriso que faz tudo o que é chato perder o sentido, que dá sentido a minha vida. Ontem percebi que o Matheus não existe por causa de tudo o que aconteceu, mas sim porque ele deveria existir. Pra me colocar no lugar, pra me levar pra outros lugares, pra me brotar outros sentimentos, pra eu ser uma pessoa melhor.
Há 17 dias ele completou 2 anos, e antes de eu ser mãe, aniversário pra mim era festa, presente, motivo pra eu comprar feito louca porque eu mereço e trabalho, sair loucamente pq todo o mês é motivo pra comemorar.
Mas quando o meu filho fez seu 1o aniversário eu percebi o real sentido da vida: celebrá-la. E isso não tem nada a ver com dinheiro ou rock'n'roll com cerveja. São as coisas simples de cada dia.
Cada passo, cada amanhecer, cada dente-de-leão voando, cada luz que se acende ao pôr-do-sol, o céu rosa-laranja-roxo do pôr-do-sol, as mudanças da forma da lua, os abraços dos amigos, a rotina que te faz ficar leve porque você sabe o que vai enfrentar, a quebra da rotina pra se divertir.
Não compro mais feito louca, porque a vida me dá presentes todo dia, e eu trabalho muito, mas tenho planos demais pra esbanjar o que nao tenho (e tambem tenho dívidas o suficiente...rs).
Mas ainda saio loucamente, muito de vez em quando, mas intensamente. Pra ver meus amigos, quebrar a rotina, e ver o nascer do sol.
Hoje acordei com meu filho me chamando, e a voz dele dizendo "mãe" é linda. E pegá-lo no colo e ele se agarrar em mim que nem uma aranha é o abraço mais gostoso do mundo. E fantasiá-lo e maquiá-lo de caipira para a sua primeira festa junina logo no meu aniversário não tem preço.
E quando minha mãe me abraçou e disse "parece que foi ontem" eu entendi. E é assim. A gente só entende quando é mãe. Porque mãe sempre ama mais que o filho. Mas o importante é celebrar a vida. Vivendo.